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Arquitetura das arábias

Conhecida como “cidade vermelha”, Marrakech é uma das mais importantes
cidadelas do mundo muçulmano e foi escolhida para abrigar este que está longe de ser apenas mais um museu

Por Manuela Souza | Fotos: Divulgação

Fundado por Olivier Marty e Karl Fournier, o Studio KO foi eleito a desenvolver o Musée Yves Saint Laurent, em Marrakech, no Marrocos. Como o próprio nome já dá a atender, o local carrega a missão de abrigar o acervo de um dos maiores ícones da moda. A coleção exposta é de propriedade da Fundação Pierre Bergé – Yves Saint Laurent.

Construído para receber parte de um acervo de 40 anos de criação do designer de moda francês, o museu conta com 4.000 m², onde 400 metros quadrados estão destinados para a exposição permanente, que conta com 15 mil acessórios e 5 mil peças de alta-costura, além de croquis, recortes da imprensa, livros de clientes e muitas fotografias.

Os arquitetos estudaram os desenhos feitos por Saint Laurent para desenvolver o projeto, traçando uma arquitetura imponente, desde a grande fachada até os detalhes construtivos, onde tijolos sobrepostos fazem referência às texturas de tecidos como organza e seda, utilizados pelo estilista em suas obras. A dualidade entre curvas e linhas retas, como recortes, também chancela a personalidade própria da construção. Em seu interior, o contraste como uma referência à própria moda, com revestimento brilhante, suave e marcante. Além da exposição permanente, o museu também abriga uma biblioteca de pesquisa com mais de 5.000 livros, um auditório de 140 lugares, uma livraria e um café com terraço.

Um dos nomes mais importantes da alta costura do século 20, Yves Saint Laurent construiu uma carreira de mais de 40 anos, sendo responsável pelo desenvolvimento de mais de 70 coleções e uma infinidade de produtos que levam sua marca e são vendidos em toda parte do mundo. Abandonou o mundo da moda em 2002, com a realização de seu último desfile que delineava uma retrospectiva de suas criações. A marca revolucionária de Saint Laurent é o smoking feminino, apresentado pela primeira vez em 1966 com uma blusa transparente e uma calça masculina, depois disso, o traje passou a desfilar em todas as coleções do estilista, que morreu em 2008.

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